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  • Maria Adriana Alves de Oliveira Sousa

Setembro acabando, mas ainda temos algo para dizer



A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que, anualmente, cerca de 800 mil pessoas tiram suas vidas no mundo. No Brasil, as taxas têm aumentado alarmantemente, principalmente entre os jovens, sendo considerado um problema de saúde pública.

É nesse contexto que o Setembro Amarelo encontra sua razão de ser. A campanha, destinada à prevenção ao suicídio, objetiva conscientizar sobre o tema e, quebrando determinados sensos comuns, orientar quanto às condutas mais apropriadas, seja individual, seja socialmente.

De fato, é comum se pensar o suicídio como decorrente de distúrbios mentais, como a depressão, o transtorno bipolar e o abuso de álcool, por exemplo. No entanto, observa-se também que os índices aumentam em momentos de crises sociais e são elevados em grupos socialmente vulneráveis — tudo isso apontando à estreita relação entre o suicídio e os padrões estabelecidos em sociedade.

Assim, atribuir inteiramente ao sujeito a responsabilidade do suicídio é deixar de explorar fatores de ordem social que deveriam ser combatidos, não apenas em nossas histórias individuais de vida, mas na própria ordem social.

O suicídio é tentativa de sanar uma dor que nunca foi acolhida. Uma geração que tem tudo para expressar seus anseios é a mesma geração que “morre engasgada” com palavras, seja por falta de ouvidos empáticos, por medo da repressão e discriminação ou ainda por condições materiais mínimas que lhe sejam favoráveis a decidir-se pela vida.

Temos a responsabilidade de, para além do Setembro Amarelo, fazer valer esse aprendizado, tanto em nossas esferas individuais quanto na vida pública, velando por políticas transversais que englobem diversos setores da sociedade, com medidas impactantes e integradas; de, assim, lutar por um mundo onde todas as pessoas possam encontrar um sentido, e todas as inquietações possam ser respeitadas e acolhidas.

Maria Adriana Alves de Oliveira Sousa é Psicóloga (CRP-13 7.927), Licenciada e Bacharel em Psicologia com ênfase em Logoterapia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Pós-Graduanda em Psicologia Positiva pelo Centro Integrado de Tecnologia e Pesquisa (CINTEP).


A arte é uma adaptação da obra Le Radeau de la Méduse (1819), de Théodore Géricault.

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